segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Menina-Moça




Para onde foi aquela timidez
de criança?
Aquelas brincadeiras de roda..e dança?
Menina, tu brincas de moça
mal avolumam-se teus rasos seios
Cansaste da boneca?
Agora que descobriste a puberdade,
Brinca de menina moça,
esquece dos pais,

“Joga” com o corpo,
Menina ingrata..não vês, que te falta
corpo de moça..ainda és magra e anêmica..
Vá obedecer sua mãe, e comer suas ameixas..

Mas, a menina com ares de moça
Com vestidinho de chita e suas tranças mal feitas,
Encanta, aquele homem pançudo
que a olha com desejo fremente..
Com sua masculinidade fétida pulsante..

Brincas criança, assim, mostrando essa coxa roliça..
O tal homem percebeu-te..
Já não te vê magra como uma tábua,
nem tão pouco anêmica..
Nem importa se não tens peito..

O que importa, é satisfazer sua libido de homem..
Aquele porco..prendeu-te a contra-gosto
E na fúria da sua ereção,
Querida menina, mesmo que não querias...
Te fez mulher..

by Maraísa Bovary

4 comentários:

  1. Credo Mará... quer botar medo na gente?!

    Teu poema me lembrou os textos que o professor de teoria da literatura levava para trabalharmos em sala.


    Bovary é teu sobrenome mesmo?

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  2. Não é não Diana...
    Bovary é minha digamos "heroína".

    Grata por ler-me.

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  3. menina moça tão moça inocente como flor no jardim que um infeliz pisa e a destrói , ohhh sujeito tosco que é esse que não nota a beleza nessa menina MOÇA.....
    BJUSSS MOÇA LINDA DO MEU CORAÇÃO

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  4. Maraysa bovary . Bela poesia e execelencia de escrita. Sempre aprendo com vc. Procuro te rotular num poema mas vc sempre me surpreende. O que posso dizer ? Poetisa. Escritora, Maraisa.

    Fernando Macário

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