Raul Santos Seixas (1945 - 1989)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
O "porquê" de Pseudópodes no Vidro.
Pseudópodes vem do grego e quer dizer "falsos pés". São invaginações da Membrana Plasmática.Nos seres vivos, as amebas apresentam esses "falsos pés". São importantes na locomoção e alimentação deste ser vivo.Pseudópodes no vidro é uma alusão à "liberdade" de qualquer forma de expressão.
O vidro representa o 'mundo' lá fora..inalcansável pra muitos, e vitória a poucos...
Deu pra entender?
by Maraísa Bovary
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Raul Seixas - Mestre Eterno
" Fez a viagem astral, em espiral, por vias etérias...." Roberto Seixas
Fotos: RRC
"Conserve seu medo, mantenha ele aceso, se você não teme, se você não ama vai acabar cedo."
Fotos: RRC
"Conserve seu medo, mantenha ele aceso, se você não teme, se você não ama vai acabar cedo."segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Menina-Moça

Para onde foi aquela timidez
de criança?
Aquelas brincadeiras de roda..e dança?
Menina, tu brincas de moça
mal avolumam-se teus rasos seios
Cansaste da boneca?
Agora que descobriste a puberdade,
Brinca de menina moça,
esquece dos pais,
“Joga” com o corpo,
Menina ingrata..não vês, que te falta
corpo de moça..ainda és magra e anêmica..
Vá obedecer sua mãe, e comer suas ameixas..
Mas, a menina com ares de moça
Com vestidinho de chita e suas tranças mal feitas,
Encanta, aquele homem pançudo
que a olha com desejo fremente..
Com sua masculinidade fétida pulsante..
Brincas criança, assim, mostrando essa coxa roliça..
O tal homem percebeu-te..
Já não te vê magra como uma tábua,
nem tão pouco anêmica..
Nem importa se não tens peito..
O que importa, é satisfazer sua libido de homem..
Aquele porco..prendeu-te a contra-gosto
E na fúria da sua ereção,
Querida menina, mesmo que não querias...
Te fez mulher..
by Maraísa Bovary
de criança?
Aquelas brincadeiras de roda..e dança?
Menina, tu brincas de moça
mal avolumam-se teus rasos seios
Cansaste da boneca?
Agora que descobriste a puberdade,
Brinca de menina moça,
esquece dos pais,
“Joga” com o corpo,
Menina ingrata..não vês, que te falta
corpo de moça..ainda és magra e anêmica..
Vá obedecer sua mãe, e comer suas ameixas..
Mas, a menina com ares de moça
Com vestidinho de chita e suas tranças mal feitas,
Encanta, aquele homem pançudo
que a olha com desejo fremente..
Com sua masculinidade fétida pulsante..
Brincas criança, assim, mostrando essa coxa roliça..
O tal homem percebeu-te..
Já não te vê magra como uma tábua,
nem tão pouco anêmica..
Nem importa se não tens peito..
O que importa, é satisfazer sua libido de homem..
Aquele porco..prendeu-te a contra-gosto
E na fúria da sua ereção,
Querida menina, mesmo que não querias...
Te fez mulher..
by Maraísa Bovary
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Prisão
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Inspiração ao Nada.

Não acredito em sorrisos,
Há mentiras embutidas,
Há mentiras embutidas,
Em sorrisos largos e dentes brancos.
Dor. É tudo que vou sentir se crer..
Mas, se de repente,
Num estante, surgisse dúvidas?
A dúvida machuca como ácido,
Queima verdades perfeitas,
E semeia a discórdia.
Existe uma angústia em mim.
Dói. O tempo passa como sempre.
É o algoz de minh'alma solitária.
Sempre só. Não sei onde ir.
Não sei onde ficar.
Não sei pra onde fugir.
Presa a mim mesma.
É assim que estou,
Sendo vítima de uma mente cruel.
Que, afinal é a minha.
Temo minha falsa alegria
À espera do momento certo.
Pra desferir o golpe mortal.
Morrer seria maravilhoso.
Mas eu seu que o golpe vai apenas aleijar.
Quem sabe, eu pare de respirar antes.
Ou meta um projétil perfeito na têmpora,
Ou meta um projétil perfeito na têmpora,
Mas, faltá-me incentivo pra empurrar o gatilho.
E me falta vida pra seguir em frente.
Falta-me ânimo pra encarar o dia.
Falta-me coragem pra ser feliz.
by Maraísa Bovary 17/02/08
sábado, 1 de agosto de 2009
Ao meu Morto Preferido (De Boer, é claro)
Surgistes como um clarão reluzente..
Cegando-me as vistas de repente.
Teu verso, meu Cadáver querido..
Trouxeram a vida, um “eu” esquecido.
Tristemente incompreendido..
Discípulo “Augustiano” sentimento..
Onde a artéria motora rompida..
Inunda o mais impuro tecido.
Matemático, boêmio e roqueiro..
Em suas arestas imperfeitas...
Uma vontade: que surja o isqueiro...
É preciso re-inventar a melodia..
Ele necessita de arte...de prazeres...
Ele inspira a mais doce e medonha poesia.
by Maraísa Bovary ( Sua flor de Cemitério rs)
Cegando-me as vistas de repente.
Teu verso, meu Cadáver querido..
Trouxeram a vida, um “eu” esquecido.
Tristemente incompreendido..
Discípulo “Augustiano” sentimento..
Onde a artéria motora rompida..
Inunda o mais impuro tecido.
Matemático, boêmio e roqueiro..
Em suas arestas imperfeitas...
Uma vontade: que surja o isqueiro...
É preciso re-inventar a melodia..
Ele necessita de arte...de prazeres...
Ele inspira a mais doce e medonha poesia.
by Maraísa Bovary ( Sua flor de Cemitério rs)
Receita

Para desenhar uma letra
é preciso: dor.
Que seja uma dor muito forte,
Aí ela fica perfeita...
Quanto maior a dor..
Mais força se utiliza..
Depois, gilete...
não precisaser bem afiado..
basta cortar..
Está pronto.
Escolha um lugar do corpo..
e pressione a lâmina...
Trace a letra desejada..
Pra mim, o "m"..
de Maraísa..
de marasmo
de morta...
É como eu queria estar,
ao fim desse poema.
by Maraísa Bovary 17/11/08
Renúncia

De repente, o riso morreu imaturo,
Dois olhos pousados no vácuo.
Mãos vazias, sina maldita..
Mãos vazias, sina maldita..
Olho o poente...e o sol me diz
para não me aproximar...
Pois eu sei que você, estava lá..
Pois eu sei que você, estava lá..
E meu destino se fundiu...
as lágrimas saiam
Mas eu havia renunciado,
Havia renunciado você..
o seu amor...
O meu coração dizia desesperadamente não..
O meu coração dizia desesperadamente não..
Mas a razão...rasgou minhas emoções..
Não pude correr até você,
A vaidade atingiu-me como raio.
E você, me esperou..
Até que se cansou..
Levando consigo..todo meu viver
Mas a culpa era minha..
Fui eu que terminei..Renunciei.
by Maraísa Bovary
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